O significado do jejum deve ser um tema central na vida cristã, mas, ainda assim, é um dos assuntos que mais geram dúvidas e práticas distorcidas dentro da igreja
Muitos associam o jejum a um simples sacrifício físico ou a uma tentativa de obter bênçãos de Deus. No entanto, à luz das Escrituras, o jejum é uma disciplina espiritual que está profundamente ligada à oração, ao arrependimento e à dependência da graça de Deus. Continue lendo e saiba mais!
O que é o jejum bíblico?
Biblicamente, o jejum é a abstinência voluntária de algo lícito, geralmente alimento, por um período determinado, com um propósito espiritual.
Não é um fim em si mesmo, mas é um meio pelo qual o cristão expressa arrependimento, lamento, súplica e busca sincera pela vontade de Deus. Dessa forma, o verdadeiro significado do jejum está na postura interior diante do Senhor, e não no sacrifício externo.
Portanto, jejuar só fará sentido quando proceder de um coração quebrantado, submisso e acompanhado de oração sincera.
3 confusões comuns sobre o significado do jejum
Pensar que o jejum obriga Deus a agir: Essa visão contradiz o evangelho. Deus não é convencido por nossos sacrifícios, pois Ele age segundo Sua soberana vontade. O jejum não muda Deus, pelo contrário, Deus é quem transforma o coração daquele que jejua.
Jejuar para parecer mais espiritual: Jesus advertiu contra essa prática em Mateus 6:16-18, ensinando que o jejum verdadeiro é feito para Deus, e não para ser visto pelos homens.
Achar que o jejum torna alguém superior: Biblicamente, o jejum é um instrumento de humilhação, não de exaltação pessoal (Salmo 35:13).
Qual a importância do jejum para o cristão?
Compreender qual é o real significado do jejum é essencial na caminhada cristã, pois nos lembra de nossa fragilidade e dependência total do Senhor. Ao abrir mão do alimento, reconhecemos que nossa verdadeira vida vem somente da Palavra de Deus (Deuteronômio 8:3).
Além disso, ao jejuar, nossa vida de oração é aprofundada, especialmente em tempos de crise, decisões importantes ou intercessão.
Exemplos bíblicos
A Bíblia apresenta diversos exemplos que ajudam a esclarecer o significado do jejum:
Moisés jejuou quarenta dias no monte Sinai diante da revelação da Lei.
“E, ali, esteve com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras.” (Êxodo 34:28).
Davi jejuou em arrependimento e súplica diante de Deus.
“Buscou Davi a Deus pela criança; jejuou Davi e, vindo, passou a noite prostrado em terra.” (2 Samuel 12:16)
Joel convocou o povo ao jejum como resposta ao chamado ao arrependimento coletivo (Joel 2:12-15).
“Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto.” (Joel 2:12)
Jesus Cristo jejuou quarenta dias no deserto antes de iniciar Seu ministério público (Mateus 4:1-2).
“A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome.” (Mateus 4:1-2)
A igreja primitiva jejuava ao buscar direção do Espírito Santo (Atos 13:2-3).
“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram.” (Atos 13:2-3)
O verdadeiro significado do jejum…
O verdadeiro significado do jejum está fundamentado na graça de Deus e na centralidade de Cristo.
Jejuamos porque já fomos alcançados pelo evangelho e não para conquistar o favor divino. Quando praticado biblicamente, o jejum nos conduz à humildade, fortalece nossa comunhão com Deus e nos ensina a confiar plenamente nEle.
Por isso, ao jejuar, o cristão é convidado a examinar o próprio coração e a buscar não respostas rápidas, mas um relacionamento mais profundo com o Senhor.
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O Natal é uma das épocas mais esperadas do ano. No entanto, em meio às festividades, o brilho do verdadeiro sentido do Natal pode ser ofuscado pela correria dos preparativos. O que realmente estamos celebrando? Compreender o Natal e o nascimento de Jesus é essencial para viver essa data com o propósito real.
A seguir, veja 3 razões bíblicas que mostram por que Jesus é o verdadeiro sentido do Natal.
1. O natal celebra o nascimento profetizado de Jesus
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto” (Is 9:6-7).
Esta profecia não apenas prenuncia o nascimento de Jesus, mas destaca o papel especial que Ele ocuparia como Messias: Ele viria para estabelecer o seu Reino e reconciliar o povo escolhido com Deus.
No evangelho de Lucas, lemos o que anjo disse aos pastores:
“Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite. E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura.” (Lc 2:8-12)
O anúncio dos anjos enfatiza algo muito importante: o menino que havia nascido era, realmente, o Salvador, o enviado por Deus para perdoar e redimir aqueles que nEle cressem por intermédio do Espírito Santo.
Assim, quando falamos sobre o Natal e o nascimento de Jesus, lembramos que esse dia celebra o ápice do plano redentor de Deus.
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Uma das verdades mais lindas e profundas do Natal é o nome “Emanuel”, que quer dizer “Deus conosco”. Mateus recorda essa promessa:
“Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco).” (Mt 1:22-23).
Ao celebrarmos o Natal e o nascimento de Jesus, lembramos que Deus escolheu caminhar entre nós, compartilhou da nossa humanidade e trouxe a salvação.
O apóstolo João resume bem essa mensagem:
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)
O nascimento de Jesus é o maior presente que já recebemos.
3. O Natal nos chama à adoração do Salvador
Por causa de Jesus, o natal é um tempo de alegria. Assim como os pastores e os magos do Oriente, somos chamados a adorar ao nosso Redentor.
Quanto mais entendemos a relação entre o Natal e o nascimento de Jesus, mais o adoraremos por sua bondade e grandeza.
Apesar da sua majestade e de ser digno de toda a adoração, Ele brilhou Sua luz nas trevas dos nossos pecados, transformou nossas vidas e nos deu a certeza da redenção.
Por que o natal e o nascimento de Jesus são inseparaváveis?
O natal é muito mais do que uma data simbólica. É um convite para adorarmos a Deus pelas promessas realizadas em Cristo Jesus.
Que, a cada Natal que Deus nos conceder o privilégio de viver, possamos relembrar da sua fidelidade, adorar ao Emanuel e viver à luz do Salvador que nasceu para nos salvar!
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Muitos cristãos reconhecem que a morte de Jesus foi essencial para nossa salvação, mas o que a ressurreição de Jesus nos ensina? O fato é que, sem ela, não haveria vitória sobre o pecado e a morte.
A ressurreição do nosso Salvador valida a verdade do evangelho e é a base sobre a qual a nossa esperança está firmada. Neste artigo, iremos abordar três grandes lições sobre esse grande feito de redenção.
1. A ressurreição confirma a obra expiatória de Cristo
A nossa justificação diante de Deus não é baseada em nossa própria obediência, visto que, por nossa iniquidade, jamais cumpriríamos toda a lei do Senhor. Somente a obediência perfeita do Filho de Deus pode nos tornar justos.
Cristo, ao ressuscitar dos mortos, declara sua divindade e prova que o seu sacrifício foi aceito por Deus como propiciação dos pecados (Romanos 4:25). Se Ele tivesse permanecido no túmulo, não poderíamos ter certeza da nossa redenção.
A ressurreição de Jesus nos ensina que Cristo cumpriu perfeitamente a lei e pagou pelo salário do pecado, isto é, a morte (Hebreus 9:12). A entrega e vitória de Jesus na cruz foi um ato eficaz, definitivo e eterno.
“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã a vossa fé.” (1 Coríntios 15:14)
2. A ressurreição garante nossa regeneração e santificação
Uma vez perdoados, poderíamos continuar sendo quem sempre fomos? De forma alguma!
Como a obra regeneradora do Espírito Santo está diretamente relacionada ao triunfo de Cristo, a ressurreição de Jesus nos ensina também sobre a santidade.
A vitória de Cristo sobre a morte nos redime e nos faz andar em novidade de vida. Em Romanos 6:4, o apóstolo Paulo diz que, assim como Cristo ressuscitou, também fomos ressuscitados com Ele para uma nova vida.
“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo—pela graça sois salvos.” (Efésios 2:4-5)
Válido ressaltar que a regeneração, entretanto, não é somente uma mudança moral e de comportamento externo. Por ser um ato soberano de Deus, o pecador é vivificado espiritualmente e passa a caminhar em santidade, sendo moldado à imagem de seu Salvador. (João 3:3-8; Efésios 2:1-6).
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Se Cristo ressuscitou, então também ressuscitaremos. Fomos escolhidos em Cristo “antes da fundação do mundo” (Efésios 1:4 ) para o fim último de sermos como Ele.
Essa conformidade com sua imagem, já está sendo operada em nós pelo poder santificador do Espírito (2 Coríntios 3:18 ; Gálatas 4:19), e será plenamente realizada quando formos ressuscitados corporalmente.
O apóstolo Paulo diz que Cristo é as “primícias dos que dormem” (1 Coríntios 15:20), ou seja, Ele foi o primeiro a vencer a morte para garantir que aqueles que estão nEle também ressuscitarão para a vida eterna.
Como afirma a Confissão de Fé de Westminster:
“No último dia, os que estiverem vivos serão transformados e todos os mortos ressuscitarão com os seus próprios corpos, e não outros.” (CFW, XXXII.2)
Sendo assim, a ressurreição de Jesus nos ensina que nossa esperança não está neste mundo passageiro, mas na vida eterna com Ele. Isso nos dá segurança e propósito enquanto aguardamos Sua volta em glória.
A ressurreição de Jesus nos ensina que…
Estamos certos que Cristo ressuscitou, e, porque Ele vive, também viveremos (João 14:19).
Como a obra expiatória de Cristo foi eficaz e suficiente para nos salvar, podemos ter certeza de que fomos alcançados e estamos em processo de santificação até a ressurreição final com a volta de Jesus.
Que essas verdades sejam o sustento da nossa fé, pois servimos a um Rei que está vivo, reina e voltará em glória!
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Por que Jesus precisou morrer? Ao considerar a soberania de Deus e a autoridade das Escrituras, entendemos que a morte de Jesus na cruz do Calvário não foi um acaso, é o cumprimento da promessa de redenção feita pelo próprio Senhor.
A morte de nosso Senhor está definida dentro da estrutura geral das Escrituras e, especialmente, envolve quatro verdades bíblicas: a santidade de Deus, a perfeição de Cristo, o pecado da humanidade e o perdão eterno.
Neste artigo, iremos abordar por que Jesus teve que morrer e o que sua morte alcançou para nós.
1. Para satisfazer a justiça de Deus
Primeiro, para entender a magnitude da obra na cruz, precisamos entender quem é Deus e quem somos nós. Se nossa visão sobre Ele estiver incorreta, jamais entenderemos a necessidade da morte de Jesus.
Desde a queda de Adão de Eva no jardim do Éden, toda a humanidade está debaixo do pecado (Romanos 3:23) e merece a justa condenação de Deus (Romanos 6:23).
A santa justiça divina exige que o Senhor puna o pecado. Caso Ele escolha justificar o ímpio (Romanos 4:5), deve puni-lo e executar a justiça perfeita porque ele é santo, justo e bom. Deus não pode ignorar nosso pecado e, ao mesmo tempo, ignorar a sua justiça.
Para que fôssemos justificados diante de Deus, precisaríamos cumprir à risca toda a lei sem pecar. Como isso nos é impossível, a ira de Deus cairia sobre nós e a morte eterna seria a nossa única certeza.
Somente alguém que vivesse em perfeita obediência, poderia ser o nosso representante para garantir nossa justificação. Mesmo sendo Deus, Jesus voluntariamente assumiu o papel de se tornar o nosso Redentor. Ele se entregou em nosso lugar, levando sobre si a ira de Deus que deveria cair sobre nós. Como ensinaIsaías 53:5:
“Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”
A ressurreição confirma que a morte de Jesus no Calvário satisfez plenamente a justiça divina, indicando que o sacrifício foi aceito por Deus.
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Se Jesus morreu para satisfazer a justiça de Deus, então surge outra questão: como exatamente esse sacrifício remove nossos pecados?
No Antigo Testamento, os sacrifícios para a purificação dos pecados eram feitos repetidamente. Ainda que seguissem à risca toda a lei, os sacerdotes nunca poderiam remover o pecado do povo de forma definitiva (Hebreus 10:1-4).
Por amor e graça, Deus escolheu redimir seu povo em vez de nos deixar mortos em nosso pecado e sob julgamento divino.
Cristo, mesmo sendo Deus, ofereceu-se como o Cordeiro perfeito, cumprindo de uma vez por todas tudo aquilo que os sacrifícios antigos não poderiam cumprir. A morte de Jesus nos mostra que Ele pagou um alto preço pela nossa redenção. O sangue derramado na cruz quitou nossa dívida para com Deus.
“no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça.” (Efésios 1:7)
Dessa forma, entendemos que a morte de Jesus não foi somente uma lição de amor ou um grande feito religioso; pelo contrário, foi uma oferta real e eficaz pelos pecados de seu povo.
3. Para reconciliar-nos com Deus
O pecado criou um abismo entre nós e o Criador, tornando impossível a comunhão com Aquele que é Santo, já que, em sua presença, não há iniquidade. Como vemos em Isaías 59:2
“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.”
Sem Cristo, estaríamos eternamente afastados de Deus. No entanto, por meio da cruz, essa separação foi removida. A morte de Jesus restaurou nosso relacionamento com Deus. Agora, não somos mais inimigos dEle, mas podemos nos aproximar com confiança, sabendo que fomos justificados e adotados como filhos (Hebreus 10:19-22; Gálatas 4:4-5).
“Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, 19 a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.” (2 Coríntios 5:18-19)
Agora, aqueles que confiam em Cristo não apenas têm seus pecados apagados, mas também desfrutam da presença de Deus para sempre.
A morte de Jesus nos traz vida
O fato de Jesus ter nos substituído na cruz para expiar os nossos pecados, coloca Deus no centro de nossa salvação. Do começo ao fim, somente Deus agiu em poder e graça para prover, alcançar e realizar nossa salvação pela iniciativa do Pai, em e por meio do Filho, e pelo Espírito.
Diante dessa verdade, fica a pergunta: como você tem respondido ao sacrifício de Cristo? A salvação não é algo distante ou teórico; ela está disponível hoje para aqueles que colocam sua fé nEle. Quem confia em Cristo recebe perdão e vida eterna (João 3:16). Essa é a boa nova do evangelho!
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As profecias sobre o nascimento de Jesus são um dos temas mais fascinantes da Bíblia, pois revelam o amor, fidelidade e bondade de Deus para com o seu povo.
Muito antes de Cristo nascer, as Escrituras mostram promessas feitas aos patriarcas e profecias que descreveram detalhes sobre a chegada do Messias. Neste artigo, vamos abordar quais são essas profecias sobre o nascimento de Jesus e como elas se cumprem no propósito eterno de Deus.
A primeira promessa do Salvador: Gênesis 3:14-15
“Então, o Senhor Deus disse à serpente (…) Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. (Gn 3:14-15)
Logo após a queda de Adão e Eva no Éden, temos a primeira profecia sobre o nascimento de Jesus. Deus promete que o Salvador nasceria de uma mulher e que esmagaria a cabeça da serpente, indicando a vitória final sobre o pecado. Tudo foi realizado por Jesus em seu nascimento, morte e ressurreição.
Aliança com Abraão: Gênesis 12:3; Gênesis 17:19; Números 24:17
Deus prometeu a Abraão que todas as nações da Terra seriam abençoadas por meio de sua descendência. Essa promessa também é conhecida como a “aliança abraâmica” e é vista como uma referência ao Messias, que viria da linhagem de Abraão e abençoaria todas as famílias.
“Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gn 12:3)
Anos depois, essa promessa foi feita novamente a Isaque (Gênesis 17:19) e a Jacó (Números 24:17), reafirmando que o Messias seria descendente desses homens.
“Deus lhe respondeu: De fato, Sara, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; estabelecerei com ele a minha aliança, aliança perpétua para a sua descendência.” (Gn 17:19)
“Então, proferiu a sua palavra e disse: Palavra de Balaão, filho de Beor, palavra do homem de olhos abertos, palavra daquele que ouve os ditos de Deus e sabe a ciência do Altíssimo; daquele que tem a visão do Todo-Poderoso e prostra-se, porém de olhos abertos: Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete.” (Nm 24:17)
Quando lemos a genealogia de Jesus, no livro de Mateus, vemos que Jesus é descendente direto de Abraão, Isaque e Jacó, cumprindo a promessa feita aos patriarcas.
“Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão gerou a Isaque; Isaque, a Jacó (…)” (Mt 1:1-2)
O leão da tribo de Judá: Gênesis 49:10
Ainda no livro de Gênesis, Jacó, em seu leito de morte, abençoa seus filhos e profetiza sobre Judá:
“O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos. Ele amarrará o seu jumentinho à vide e o filho da sua jumenta, à videira mais excelente; lavará as suas vestes no vinho e a sua capa, em sangue de uvas. Os seus olhos serão cintilantes de vinho, e os dentes, brancos de leite.” (Gn 49:10)
Essa passagem é interpretada como a promessa de que o Salvador viria da tribo de Judá e que ele seria um governante eterno.
No Novo Testamento, na genealogia do livro de Mateus, vemos que Jesus era da linhagem da tribo de Judá. Em Apocalipse, Ele é reconhecido como “o Leão da tribo de Judá” (Apocalipse 5:5), confirmando a realização dessa promessa.
“Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão gerou a Isaque; Isaque, a Jacó; Jacó, a Judá e a seus irmãos (…)” (Mt 1:1-2)
“Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos.” (Ap 5:5)
A virgem dará à luz: Isaías 7:14
Uma das profecias sobre o nascimento de Jesus é a de Isaías:
“Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” (Is 7:14)
Essa profecia sobre o nascimento de Jesus revela um milagre a ser realizado, pois o Messias nasceria de uma virgem. Nos evangelhos, vemos que a concepção de Jesus é obra do Espírito Santo na virgem Maria, cumprindo a profecia de Isaías.
“No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria. (…) Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.” (Lc 1:26-27,31,34-35)
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Isaías também profetizou que o Redentor traria luz às regiões de Zebulom e Naftali, territórios distantes do centro de Israel.
“Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios. O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.” (Is 9:1-2)
Essa profecia se cumpre no Novo Testamento com o início do ministério de Jesus, que ocorreu na Galileia, alcançando tanto judeus quanto gentios, e trazendo ao mundo.
“Ouvindo, porém, Jesus que João fora preso, retirou-se para a Galileia; deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, situada à beira-mar, nos confins de Zebulom e Naftali; para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías (…).” (Is 4:12-14)
Um menino nos nasceu: Isaías 9:6-7
O profeta Isaías ainda profetizou sobre a missão de Jesus. Em Isaías 9:6-7, está escrito:
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.” (Is 9:6-7)
Jesus estabeleceu seu Reino e trouxe a paz entre Deus e os homens por meio de sua morte e ressurreição.
O Filho de Davi: Jeremias 23:5-6
Deus prometeu a Davi que seu trono seria eterno e que um de seus descendentes reinaria para sempre.
“Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino.” (II Sm 12-13)
O profeta Jeremias reiterou essa promessa quando anunciou ao povo de Israel:
“Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: Senhor, Justiça Nossa.” (Jr 23:5-6)
Como vemos na genealogia de Jesus escrita no livro de Mateus, Jesus era descendente da casa de Davi.
“Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi (…) Jessé gerou ao rei Davi (…).” (Mt 1:1,6)
A fuga para o Egito: Oséias 11:1
Outra profecia sobre o nascimento de Jesus está em Oséias:
“Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho.” (Os 11:1)
Após o nascimento de Jesus, José foi avisado em um sonho para fugir para o Egito com Maria e Jesus, pois Herodes planejava matar o menino. No Egito, permaneceram até a morte de Herodes.
No evangelho de Mateus, vemos que “filho” chamado por Deus na profecia de Oséias é, de fato, Jesus Cristo.
“Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: Do Egito chamei o meu Filho.” (Mt 2:13-15)
O local exato do nascimento de Jesus: Miquéias 5:2
No livro do profeta Miquéias, lemos:
“E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” (Mq 5:2)
Essa profecia indica a cidade onde Jesus nasceria: Belém. O evangelho de Mateus revela que Jesus nasceu em Belém, assim como foi anunciado pelo profeta Miquéias.
“Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém.” (Mt 2:1)
Profecias sobre o nascimento de Jesus revelam a soberania de Deus ao longo da história
As profecias sobre o nascimento de Jesus nos revelam a soberania de Deus em salvar o seu povo. Desde os escritos dos profetas até o nascimento de Cristo, vemos que cada profecia cumprida aponta para a fidelidade de Deus ao longo da história.
Jesus é o elo que une toda a Escritura, Ele revela o caráter imutável de Deus e seu amor ao restaurar aqueles que nEle creem por intermédio do Espírito Santo.
Somos chamados a reconhecer e viver essa redenção prometida, colocando nossa esperança no Salvador anunciado desde o início do mundo.
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